Consultoria

MPLS, L3VPN e engenharia de tráfego

MPLS deixa de ser sigla de prova de certificação no dia em que você precisa entregar link ponto a ponto para uma empresa, separar clientes corporativos em VRFs e garantir banda para voz sem comprar circuito dedicado.

O que costuma travar um core MPLS

  • A empresa quer vender link corporativo em camada 2, mas a rede só sabe rotear IP.
  • Clientes corporativos estão na mesma tabela de rotas do tráfego residencial.
  • Voz e videoconferência sofrem no horário de pico e não existe QoS de ponta a ponta.
  • Um enlace do backbone fica saturado enquanto o caminho alternativo passa o dia ocioso.
  • O core foi montado por três pessoas diferentes e ninguém tem o desenho completo.

Se pelo menos dois desses itens descrevem a sua rede hoje, o diagnóstico costuma pagar o próprio custo já na primeira correção.

O que entra no escopo

Core MPLS do zero ou saneamento

IGP dimensionado (OSPF ou IS-IS), LDP consistente, loopbacks organizados e label switching validado salto a salto.

L3VPN com VRF por cliente

Route distinguisher, route target, MP-BGP entre PEs e isolamento real entre clientes corporativos.

L2VPN: VPLS e VPWS

Entrega de link transparente ponto a ponto e multiponto, do jeito que o cliente corporativo espera receber.

Engenharia de tráfego

RSVP-TE ou Segment Routing para tirar tráfego do enlace saturado e usar o caminho que hoje está parado.

QoS fim a fim

Classificação na borda, marcação EXP no core e filas dimensionadas por classe de serviço.

Trabalho com
  • Huawei
  • Cisco
  • Juniper
  • Mikrotik

Como o trabalho é conduzido

  1. 1

    Mapeamento do backbone

    Levantamento de enlaces, capacidades, IGP atual e serviços que precisam ser transportados.

  2. 2

    Projeto técnico

    Documento com desenho, plano de endereçamento, plano de labels e critério de QoS antes de qualquer configuração.

  3. 3

    Migração por etapas

    Serviço a serviço, com convivência entre o cenário antigo e o novo até a validação final.

  4. 4

    Operação assistida

    Acompanhamento dos primeiros dias e runbook das falhas mais comuns para a equipe interna.

Perguntas frequentes sobre MPLS e L3VPN

Vale a pena MPLS em provedor de porte médio?

Vale quando existe cliente corporativo pagando por link dedicado ou quando o backbone tem caminhos alternativos ociosos. Se a rede é pequena e só entrega banda residencial, o custo de operação raramente compensa — e eu digo isso antes de vender projeto.

Dá para rodar MPLS com Mikrotik?

Dá, e muitos provedores rodam. Existem limites de escala e de recursos em comparação com plataformas de fabricante, e esses limites entram no projeto de forma explícita para não virar surpresa depois.

Consigo migrar sem parar os clientes atuais?

Sim. A migração é feita com convivência dos dois cenários, serviço por serviço. Cada etapa só avança depois da validação da anterior.

Segment Routing substitui o MPLS clássico?

Segment Routing simplifica a sinalização e elimina o LDP, mas continua usando o plano de dados MPLS. Se a plataforma suporta, entra no projeto; se não, LDP e RSVP-TE resolvem bem.

Serviços relacionados

BGP e Peering

ASN próprio, peering no IX.br, multi-homing com failover que funciona de verdade e filtros de prefixo com RPKI.

Roteamento

Roteadores e Switches

Padronização de configuração, spanning tree sob controle, LACP conferido dos dois lados e backup automático versionado.

Infraestrutura

Monitoramento e Observabilidade

Zabbix, SNMP, syslog, NetFlow e Grafana configurados para avisar antes do cliente ligar e apontar onde está o problema.

Operação

Descreva o cenário de MPLS e L3VPN

Conte o que está acontecendo na sua rede hoje. Eu respondo com as perguntas técnicas que faltam e, quando o caso está claro, com uma proposta de escopo fechado.

Respondo em até 1 dia útil. Segunda a sexta, das 9h às 18h (horário de Brasília).